24 de fevereiro de 2012

Taylor continua atual

Frederick Wislow Taylor é considerado o pai da Administração. Esse engenheiro mecânico, que escreveu The Principles of Scientific Management, foi um dos pioneiros na sistematização das rotinas de trabalho e na ênfase dada à eficiência. Contudo, a despeito de sua grande contribuição, talvez ele tenha sido um dos personagens mais injustiçados do século XX. Ainda assim, suas teorias não foram abandonadas, muito pelo contrário, continuam em pleno vigor.

A principal preocupação de F. W. Taylor foi com a eficiência do trabalho, ou seja, como produzir mais e melhor com a mesma quantidade de recursos. Impressionante como mais de 100 anos depois esse clamor ainda seja tão necessário, em especial no Brasil. Temos dificuldade em melhorar nossas rotinas de trabalho, em diminuir nosso tempo perdido, em acelerar nosso atendimento ao cliente. Infelizmente em terras tupiniquins estamos discutindo somente agora algo que a América do Norte e a Inglaterra discutiram no início do século XX. Taylor foi acusado de não se preocupar com o ser humano e tratá-lo simplesmente como uma máquina. Contudo, que outra opção ele tinha há cem anos atrás?

Será que a tecnologia industrial estava tão avançada que as empresas poderiam substituir os braços humanos por robóticos? Basta visitar qualquer planta de produção de algum produto industrializado de massa para perceber que a linha de montagem idealizada por Taylor ainda existe, apenas não conta mais com pessoas, mas sim robôs. Acusá-lo de não se importar com o ser humano não somente é ofensivo, como também uma inverdade. Veja o que ele escreveu:

O principal objetivo da administração deve ser assegurar o máximo de prosperidade para o empregador, assim como o máximo de prosperidade para cada empregado
Concordamos com Peter Drucker ao sugerir na tríade de maior importância do século XX – Freud, Darwin e Marx – se houvesse alguma justiça no mundo, este último deveria ser substituído por Taylor. Ao contrário do que alguns pregam, movidos por preconceito, devaneios ideológicos ou mesmo desconhecimento, Taylor continua atual e faz muito bem tentar ainda hoje aprender com ele.

Imagem: Pense carros.

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